A vida nos mostra portas. E, por trás delas, estão nossas histórias. Há algumas que sempre queremos revisitar. Outras permanecem abertas porque existe um processo acontecendo e que exige compreensão. E há aquelas que queremos fechar, mas que, por algum motivo, tornam-se difíceis de encerrar e permanecem entreabertas. Tem a porta da maturidade. Você olha para ela e percebe o quanto, ao longo do tempo, cresceu, conquistou, decidiu, se posicionou, fez escolhas. E reconhece que evoluiu. Essa é uma porta que vale a pena revisitar, para que a própria evolução possa ser vista. Há também a porta da carreira. Você olha para ela e vê o quanto aprendeu através dos estudos, das leituras, das conversas, das pessoas mais experientes com quem trabalhou e que admirou, do networking. Vê os momentos em que se reposicionou, fez uma transição de carreira, empreendeu. Olhar para tudo isso é maravilhoso. Tem a porta da maternidade. Do nascimento ao crescimento dos filhos, acompanhar sua evolução e esta...
Maio se tornou um mês diferente para mim. Sempre foi o mês do Dia das Mães, o que, por si só, já carrega uma carga emocional enorme. Mas no ano passado, tudo mudou de forma definitiva. Minha mãe fazia aniversário no fim de maio, no dia 28. No dia seguinte, 29, ela passou muito mal e precisou ser submetida a uma cirurgia. O procedimento foi delicado… e, no pós-operatório, ela teve sepse. Foi o início da despedida mais difícil da minha vida. Ela partiu no dia 30. Para quem não conhece essa parte da minha história, vale contextualizar: minha mãe enfrentava um câncer. A partir de fevereiro de 2024, a doença avançou rapidamente, e infelizmente, a levou no dia 30 de maio. Desde então, entre os dias 28 e 30, vivo uma travessia silenciosa. São dias que apertam o peito e me fazem lembrar da transição da presença para a ausência. Amanhã, dia 30, revivo o dia da perda. Mas hoje, o sentimento é de reflexão. E é por isso que hoje decidi compartilhar com vocês um pouco do que foram esse...