sexta-feira, 22 de maio de 2009

Para reflexão

Para encorajar aqueles que acreditam em amores impossíveis...
“Não existe amor impossível, apenas pessoas incapazes de lutar por aquilo que chamam de amor".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Futuros Amantes, do Chico

Hoje fiquei com vontade de postar uma canção do Chico Buarque que gosto demais!

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

terça-feira, 12 de maio de 2009

Confissões

Ainda me vejo na mesma agonia...
Tá difícil sair da orbita que denominei dos fracos... Mas o problema é que não sou fraco! Talvez, eu ainda não consiga dominar todas as fraquezas e sensibilidade do meu ser...
Parece que estou cheio de vazio! Sem vontades, sem valor...
Talvez isso seja profundo demais para o momento... Que vontades, que valores?
Ao mesmo tempo que quero viver, e além de tudo acho que vivo intensamente, jogo o tempo todo contra mim e contra todos.
Mergulho na escuridão, vejo a luz dos seus olhos, sinto saudade, choro porque ainda te amo, mas fujo de você...
Meu jeito complicado de ser me faz sentir a liberdade, superioridade perante as pessoas, mas ninguém me entende...
Apesar disso tudo, sinto que está chegando a hora.. Ainda consigo ver e sentir a beleza das coisas. Consigo viver e conviver com tanta diferença, sobretudo...
Minha inteligência me faz ir além de todas as coisas. As experiências me norteiam...
E assim, saio algumas vezes desse meu mundo cheio de vazio.

Poema 15, de Neruda

"Gosto quando te calas porque estás como ausente
e me escutas de longe; minha voz não te toca.
É como se tivessem esses teus olhos voado,
como se houvesse um beijo lacrado a tua boca.

Como as coisas estão repletas de minha alma,
repleta de minha alma, das coisas te irradias.
Borboleta de sonho, és igual à minha alma,
e te assemelhas à palavra melancolia.

Gosto quando te calas e estás como distante.
Como se te queixasses, borboleta em arrulho.
E me escutas de longe. Minha voz não te alcança.
Deixa-me que me cale com teu silêncio puro.

Deixa-me que te fale também com teu silêncio
claro qual uma lâmpada, simples como um anel.
Tu és igual a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão remoto e singelo.

Gosto quando te calas porque estás como ausente.
Distante e triste como se tivesses morrido.
Uma palavra então e um só sorriso bastam.
E estou alegre, alegre por não ter sido isso."

(20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada)

A Árvore de Amigos

Acho que pela minha inspiração de ter uma bela terça-feira de sol e pela alegria de ter amigos e pessoas queridas por perto, resolvi postar este texto (datado nas minhas coisas de MAR/06 e até hoje não consegui descobrir quem o escreveu) para celebrar esta semana!

"Existem pessoas em nossas vidas
que nos deixam felizes pelo simples fato
de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado,
vendo muitas luas passarem,
mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.
O primeiro que nasce do broto
é o amigo pai e o amigo mãe.
Nos mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão,
com quem dividimos o nosso espaço
para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família,
a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos,
aos quais não sabíamos que
iam cruzar o nosso caminho.
Muitos desses são designados
amigos do peito, do coração.
São sinceros, são verdadeiros.
Sabem quando não estamos bem,
sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito
estala o nosso coração e então
é chamado de amigo namorado.
Esse dá brilho aos nossos olhos,
música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo,
talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.
Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face,
durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto,
não podemos nos esquecer dos amigos distantes,
que ficam nas pontas dos galhos,
mas que quando o vento sopra,
aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai,
o outono se aproxima,
e perdemos algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão
e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais feliz
é que as que caíram continuam por perto,
continuam aumentando a nossa raiz com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos
enquanto cruzavam nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore,
Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade...
Hoje e Sempre...
Simplesmente porque:
Cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levaram muito,
mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida
e a prova evidente de que
duas almas não se encontram por acaso."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Velhos tempos atuais

Niguém um dia imaginou que este encontro pudesse acontecer.
A lembrança era mínima! Talvez a imagem de um garoto magricela dos tempos de colégio.
Muitos anos se passaram... Ela apenas ouvia comentários e nada daquilo lhe marcava ou chamava atenção.
Como dizem, este mundo dá voltas.
Voltas que aproximaram aqueles dois de alguma forma...
Ela se surpreendeu com toda mudança que viu. Era uma agradável transformação: de menino a homem maduro, inteligente, de bem com a vida e que carregava consigo aquele ar de garoto dos velhos tempos. Combinações interessantes...
E assim, quebraram os paradoxos estabelecidos ao longo dos anos e os pensamentos e percepções distorcidas, se é que existiram um dia, foram desaparecendo.
Ao mesmo tempo, tudo isso foi se transformando em curiosidade e desejo de se conhecerem cada vez mais.
Singela lembrança daquele tempo, ainda presente...