sábado, 28 de novembro de 2009

Monólogo....

"É dificil lidar com tudo isso...
Você aqui, eu distante, eu instável, você também, loucura!
Meu coração sangra... Desculpe amor, por ainda não conseguir compartilhar coisas com você... O passado infelizmente ainda está presente em mim...
Tua ausência me destrói, tua presença me alegra e me machuca. Sinceramente não sei o que dizer...
Quero você sempre perto de mim, quero que me compreenda como mulher, assim como eu tento compreender você...
Só sei que te amo...
Quem sabe um dia você vai me entender..."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Encontros, Desencontros, Encontros....

Ela sentiu uma ponta de esperança quando faltava-lhe apenas uns poucos metros daquela pesada corrente a ser lançada de uma vez ao mar.
Era uma tarde cinza, tão cinza que nem os pássaros cantavam, nem as flores se abriram e nem a própria chuva dava conta de levar embora toda aquela tristeza.
Ao olhar ao seu redor, observara um vulto se aproximando de ti... Teve medo, pois afinal de contas estava ela só, naquele cais, sem cor, sem nada...
Surpreendeu-se ao perceber que era ele, o homem que mais amou em toda sua vida. Naquele momento, ela estava decidida a deixar que as profundezas do mar o levasse de vez da sua vida; relação esta que havia se transformado ao longo dos anos em mágoas, sofrimento, frustrações....
Marieta sabia que aquela cena não acontecera por acaso.... Era como se a história não tivesse que terminar ali; o destino ainda não queria os separar...
Ela acreditava realmente no destino, e que as coisas sempre aconteciam como tinham que ser....
A corrente desaparecera.. Escorria pelos seus dedos como se fosse pó....
E assim, a história tem sobrevivido... ao acaso.... pelo amor...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra



Para quem não sabe, amanhã (20/11) comemora-se uma passagem importante na história brasileira.
Esta data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos. Até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a generosidade da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
Mais de 700 municípios festejarão esta data, através de palestras e eventos que resgatam a cultura e história dos descendentes afro-brasileiros retratando os diversos preconceitos sofridos pelos negros da nossa comunidade, e ainda, a valorização gradativa da raça na sociedade.
Embora seja branca, descendente de japoneses, prezo pela diversidade e pelos direitos iguais. Por este motivo, deixo aqui minha homenagem a esses bravos guerreiros negros, que de certa forma ainda travam lutas aparentemente intermináveis, pelos seus direitos e justo reconhecimento como cidadãos do Brasil.

domingo, 15 de novembro de 2009

Coisas Minhas...

Será o fim?
Será o inicio?
Impossível prever...
E essa imprevisibilidade é que me desafia a querer chegar em algum lugar!
No lugar que eu possa ser feliz e completa com você...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Música!

Penso, música
Escrevo, música
Toco, música
Choro, música

Música pra cantar
Música pra sonhar
Música pra esquecer
Música pra amar

Músicas, músicas, músicas....

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O preço de ser uma mulher moderna

Há algumas semanas venho refletindo sobre toda mudança que vem acontecendo tanto em minha vida pessoal como profissional.
No papel de mulher, mãe e com inúmeras responsabilidades, talvez adquiridas precocemente, tenho sentido o impacto dessa tal independência. Às vezes tenho a sensação de estar faltando alguma coisa, ou que talvez pudesse tentar a perfeição em alguns aspectos, além do esforço já dedicado diariamente.
Me inspirei a falar sobre este tema, pelo fato de ter lido este final de semana uma reportagem que aborda e vida das mulheres modernas e seu nível de felicidade com o turbilhão de coisas que fazem parte da rotina de cada uma... Afinal, elas lutaram pela própria libertação e direitos que a distanciavam daquela sociedade machista de então.
Um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia no Estados Unidos apontou um acentuado declínio da satisfação feminina nas últimas três décadas. Tudo isso porque além do acúmulo de atividades e das exigências quanto a maternidade, casa, trabalho, marido, sexo e beleza, a mulher passa a não ter mais tempo para se dedicar aos cuidados exigidos pela sociedade quanto ao corpo, alma e mente..
É inegável que a falta de tempo e o excesso de atividades provoca um nível de estresse e insatisfação altíssimos principalmente quando falamos de mulher, que se exigem demais o tempo todo...
Neste cenário, enquanto a idade, rugas e "excessos de gostosura" (para não dizer outra palavra que não quero dizer) surgem na velocidade da luz para essas guerreiras que tentam manter a boa aparência o tempo todo, grande parte dos homens desfrutam dos 40 ou 50 anos com uma naturalidade impressionante... E mais, o nível de felicidade e satisfação masculina tem aumentado gradativamente nos últimos anos.
Afinal de contas, eles também ao longo dos anos deram conta de muitas coisas como ser o único chefe de família, o esposo, o pai... Além disso, hoje eles tem participado mais ativamente das atividades inerentes ao lar.
Será que nós mulheres estamos percebendo de fato a complexidade dessa mudança que nós mesmas provocamos e suas conseqüencias futuras? Seria o caso de desacelerarmos? Ou ainda, revermos os antigos padrões estabelecidos quanto ao papel da mulher?
São muitas as reflexões...
Deixo este post para as minhas amigas, amigos e leitores do meu blog a repensarem acerca do nível de felicidade de cada um...
E mais: será que temos tido sensibilidade o suficiente para perceber quão felizes estão aqueles que vivem ao nosso lado?
Boa semana!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Coisas Minhas...

Se o mundo hoje acabar, quero dizer várias coisas!
Coisas sobre o amor, a vida, os amigos, inimigos, meus desejos mais profundos, angústias, frustrações, quereres, coisas minhas, enfim...
Se o mundo hoje não terminar, não hesitarei em dizer as mesmas coisas...
Afinal de contas, tudo aquilo que é intenso e faz sentido me mantem viva!

domingo, 1 de novembro de 2009

A Arte do Perdão

Segundo a Wikipédia (http://pt.wikipedia.org), o perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição. É o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. É reconhecido pelos atos e não pelas palavras.
Tive uma experiência este final de semana, talvez a mais marcante de todas pelas quais passei em minha vida... E o perdão foi um dos temas que mais vieram a tona em minhas reflexões. Para minha felicidade, entendi perfeitamente o motivo e minha consciência sabia que esta deficiência me impediria de transcender em alguns aspectos importantes para meu crescimento como indivíduo.
Nós, seres humanos, temos como premissa número um esquecermos o perdão quando guardamos muito ressentimento por atos alheios.
Assim, potencializamos o ódio, que é um sentimento intenso de raiva e se traduz-se na forma de antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo.
Perdoar exige muito preparo e auto conhecimento.
Acredito muito nas pessoas e na sua capacidade de transformação, seja para promover o bem, seja para amar, seja para ser feliz, seja para se tornar uma pessoa melhor com as outras e consigo mesmo...
A aceitação da perda ou o reconhecimento de que todo processo que nos causa dor, sofrimento e mágoa não nos leva a lugar algum, exceto à maturidade, realmente não é fácil... É preciso um novo olhar para ultrapassar as barreiras que afastam o perdão, quando a raiva domina nosso coração...
Sinceramente, estou tentando...