quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A Saga - Parte 1

Hoje, ela me contou que iniciou a busca pelo encontro do seu Eu...
Soube também que o dia já foi um pouco menos cinzento, um pouco mais ativo.
Segundo ela, as palavras bonitas e boas energias continuam limitadas, dando espaço ao vazio e a escuridão.
Tudo passa, tudo passará...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

As Garotas do Parque

Hoje pela manhã fui caminhar no Parque Barigui para aproveitar a bela manhã o sol, o que tem sido raro nas  últimas semanas.
Em determinado momento não resisti em escutar a conversa de duas garotas que passaram por mim. Tinham faixa etária de uns vinte e poucos anos e demonstravam certa indignação no bate papo... Quando me dei conta do que se tratava, indignada fiquei eu!
Estavam de cara com uma outra guria, pelo fato de ela comer pra caramba e ter um mega corpo escultural... Além disso, falavam também que ela tinha uma cinturinha, uma bunda durinha e redondinha (detalhe: uma delas fez até o formato da bunda da garota com as mãos, de cara lógico. Como pode?). E ainda, mais indignadas: "ela nem malha muito pra ter tudo aquilo! Puta que pariu!"
E as duas garotas, que eram magras e aparentemente não tinham nada do que reclamar estavam lá caminhando, pra perder tudo aquilo que toda mulher deseja e prefiro não comentar.
Concordo que toda mulher deve procurar manter um corpo bacana, se cuidar e tudo mais, só que cada uma deve simplesmente valorizar o que tem! Já me revoltei muito por não pesar 49 quilos e não ter mais altura para poder usar aqueles vestidos maravilhosos que só as altas e magérrimas podem usar, mas já desisti disso a muito tempo! Aprendi a valorizar o que tenho de melhor.
Espero que aquelas duas garotas um dia aprendam também e procurem minimizar toda a inveja que sentem. Quem sabe assim elas serão mais felizes com a vida e com elas mesmas!
Boa semana!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Prelúdio à Desilusão

Queria poder esquecer
Aquelas doces palavras
Que dissestes a todas aquelas
Que julgava mais uma das suas

Tudo pareceu ficar claro
Depois da desilusão
Daquela maldita noite
Que meu mundo desabou

Talvez eu ainda encontre
Loucuras para acalmar
Toda essa minha ira
Pelo descaso em que transformara esse meu viver...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Seria... Loucura???

Melhor pensar que ela ainda consegue controlar sua mente e canalizar seus mais incômodos pensamentos para prisão, com o intuito de deixá-los morrer com o tempo.
Mas às vezes, ela mesma abre a cela e os deixa dominá-la a ponto de quase enlouquecer com aquelas coisas passadas que parecem ter virado presente... Loucura? Talvez....
E ela se lembrou das outras vezes que fizera isso para testar seus limites e quase não resistiu. Porém, notou que a intensidade desse surto havia sido menor desta última vez...
Ela não enlouqueceu... Também não ficara feliz...
Sentira indiferença? Não, não... Aquilo tudo ela nunca transformara em indiferença...
E assim, a vida segue: ela e suas loucuras...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Coisas Minhas...

Parece que estou afundando no buraco negro do meu próprio eu...
Sinto um vazio tão grande que nem as melhores lembranças que carrego na memória são capazes de me fazer sorrir...
Tô me sentindo tão só... Preferia ter aqui ao meu lado todos aqueles que amo, a ter esta montanha de travesseiros e almofadas. Trocamos confidências tristes... Desabafo através de lágrimas, que correm pela minha face assim como a chuva que desaba lá fora teimosamente, sem cessar...
Pensamentos obscuros tem me tirado daqui.
Ah, essa instabilidade.... 

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Menino da Janela


Aqui retorno com o primeiro post de 2010 contando um pouco sobre minhas últimas experiências que transitaram pelo ano velho e pelo ano novo.
Tive uma passagem de ano agradável com minha família, em Balneário Camboriú.
Foram dias de muita leitura e reflexões. Pouca conversa, por opção. Fazia algumas caminhadas diurnas e noturnas, apenas observando a dinâmica daquela cidade hiper lotada e barulhenta, porém cativante, onde grande parte das pessoas tinha como premissa número um a diversão (principalmente os jovens). As garotas exibiam ao máximo seus corpos sarados e os rapazes seus músculos definidos e a barriga de tanquinho. Outros optavam por desfilar com seus carros mega equipados tocando aquelas músicas sertanejas e outras baladas da moda, que eu particularmente dispenso.. Mas, gosto é gosto né! E eu respeito.
Já outros, preferiam observar o movimento e relaxar, sentindo a brisa à beira mar na face sentados em suas cadeiras de praia nas calçadas. Muitos casais estavam em lua de mel. Vários, principalmente à noite, assim como eu também tive que passar por isso algumas vezes, tinham que enfrentar filas de espera para conseguir uma mesa num restaurante para jantar. E assim, cada um estava buscando o que mais satisfazia suas expectativas e desejos dentro de uma cidade que fervia dia e noite.
Além das minhas caminhadas, gostava muito de sentar na sacada do apartamento em que estava hospedada. Era inevitável, mesmo lendo e tomando alguma bebida, não escutar a conversa das pessoas que passavam pela rua, as músicas que tocavam, o barulho dos carros e até das ondas quebrando no mar, que era o som que mais me agradava. Mesmo assim, tentava manter minha concentração e meus pensamentos aquietados diante de tanta agitação.
Nesses momentos na sacada, por vários dias presenciei um fato que me chamou muito a atenção. No prédio em frente ao meu, em um dos apartamentos do terceiro andar, havia um menino que passava grande parte do tempo na janela e olhava incansável e ansiosamente para todos os lados possíveis, muitas vezes inclinando o corpo para fora parecendo procurar alguma coisa. Talvez lá fosse o seu quarto. Outras vezes, ele espiava pela janela do banheiro. E assim, pelas contas que me lembro, foram incessantes quatro dias e noites seguidas que o menino da janela permanecia lá...
O que dizer da sua permanência lá na janela, com seu olhar ansioso e devorador, louco para poder sair daquele quadrado que o deixava fora de viver as sensações e experiências mundanas que Camboriú poderia lhe proporcionar e encontrar o que os seus olhos tanto procuravam? 
Talvez tivesse pais repressivos, talvez ainda não estivesse preparado para enfrentar o mundo lá fora, talvez fosse tímido demais, talvez não desejasse estar ali com a família. Várias poderiam ser as possibilidades.
Para mim, aquele menino queria ter podido voar pela janela e sentir um mundo que talvez ansiasse e não tivera oportunidade até então. Volto a repetir: a cidade era propicia a tudo! 
Quando saí de Balneário ontem, por volta das 20h30min, a janela estava fechada.
Sinceramente desejo que um dia, aquele menino da janela não desista do seu vôo a fim de sentir na pele o que significa a tal liberdade...