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A Vida como ela é...

O choque entre as realidades sociais realmente é algo que nos faz refletir muito sobre a vida que temos...
Fiz um belíssimo trabalho com jovens de 15 a 17 anos, oriundos de favela, em meio ao tráfico de drogas e a criminalidade. Encerramos hoje...
Os assuntos que esses jovens traziam eram sempre polícia, droga, funk no barraco, pai traficante, mãe ladra, e assim por diante. E nós, que felizmente temos um padrão de vida confortável, formação acadêmica concluída, estamos inseridos no mercado de trabalho, expandimos cada vez mais a rede de relacionamentos e de certa forma ainda reclamamos, talvez não tenhamos nos colacado em outros cenários para tentar sobreviver...
Pense como será o futuro desses doces jovens que tentam batalhar de alguma forma para melhorar essa vida miserável que infelizmente eles precisam viver...
No começo foi difícil lidar com isso, mas confesso que jamais me esquecerei daquelas carinhas traquinas, com pensamento ainda infantil, falando sobre coisas de adulto e tentando esquecer a realidade....

Comentários

menina disse…
Não esquecer é só o primeiro passo, Ju. Acredito que ainda tem muito o que podemos fazer. Tô tentando encontrar o meu lugar no meio dessa realidade que é a nossa também.

Beijo, prima!
Juliana Saito disse…
Oi Mi, obrigada por participar! Lidar com cenários que fogem ao nosso cotidiano nem sempre é facil. Contudo, foi muito gratificante para mim. Nos próximos meses vou encarar uma turminha nova. Hoje fiz uma festa de encerramento com eles. Trouxe comes e bebes. Você não faz idéia da alegria deles... E a minha também por ter proporcionado um momento agradável a eles! Beijo!
Armando disse…
O grande problema é a sociedade fechar os olhos para uma dura e cruel realidade, e incomodar-se somente quando algo fatal acontece. Falta sensibilidade, falta interesse e falta ação, e essa é a trajetória da humanidade, infelizmente.
Ana Paula Dacota disse…
Ju, também tenho trabalhado com adolescentes, não tão carentes, mas de classe média, e te digo que o nosso futuro são estes jovens, são as crianças, que mesmo quando são destratadas de todas as formas, quando conseguem enxergar um fio de salvação, podem agarrar ou não, e é aí que entra o nosso paple, de educadores, orientadores, de tentar sensibilizá-los de alguma forma, falando e conhecendo a realidade deles, e mostrando que um mais um é sempre mais que dois. Parabéns por estar fazendo a sua parte. Em meio a tanto descaso, seja da sociedade ou do governo, a educação, o envolvimento das pessoas, é o que acaba fazendo alguma diferença. Várias gotinhas de água formam um oceano! Beijos amiga, e coragem!